Condomínios se transformam em colônias de férias

Festa à fantasia, dia de ser super-herói, brincadeiras com água, gastar muita energia. Cada vez mais, atividades de colônias de férias estão sendo adotadas pelos condomínios da capital para entreter as crianças que não vão viajar ou para ajudar pais que encontram dificuldade em montar uma programação durante todo o período sem aulas

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Mãe de três crianças, a empresária Andreia Campos, de 41 anos, mora em um condomínio no Morumbi, na zona sul da capital, e diz que a presença de monitores que usam a estrutura do local para entreter os pequenos proporciona conforto, segurança e tranquilidade para as famílias. “Temos confiança total, porque as crianças ficam no próprio condomínio. Tem sessão de cinema, eles dormem no salão de festas e, no dia seguinte, os pais se encontram com os filhos e todos tomam café da manhã juntos.”

Ela diz que a iniciativa também é uma forma de incentivar as crianças a deixar as tecnologias de lado. “Meu filho de 8 anos não queria participar, porque preferia ficar no computador. Ele veio e acabou se divertindo.”

Moradora do mesmo condomínio, a auxiliar administrativa Rosilene Aparecida Batista Santana, de 41 anos, viajou com o marido e a filha nas férias, mas vai voltar ao trabalho e a garota ainda terá alguns dias em casa até as aulas começarem. “São brincadeiras que eu vivi na infância, como pular corda, mas dentro do ambiente deles, sem ir para a rua.”

Vestida de Elsa, personagem da animação Frozen, da Disney, Letícia Sicone Santana, de 8 anos, filha de Rosilene, era uma das mais animadas do grupo que brincava anteontem. Participou de uma atividade com um tecido colorido, outra com bexigas d’água e se refrescou com picolé. Tudo sob o olhar atento dos monitores. “Brinco o dia todo quando estou de férias e não fico cansada”, conta.

Sócia-fundadora da Minuê Entretenimento e Lazer, Nathalia Ramos diz que trabalha há sete anos com eventos e que a empresa notou a necessidade de oferecer o serviço para condomínios. “A procura tem aumentado, porque a aceitação dos pais é grande e por causa da falta de entretenimento nos condomínios.”

Sem videogame

Na hora da diversão, as crianças até se desligam da tecnologia. “Não é proibido levar o celular ou o tablet, mas transformamos o espaço que eles já conhecem em um ambiente de diversão com brincadeiras mais tradicionais, como dança das cadeiras, corrida do saco.”

Gustavo Cordaro, diretor da Team Training Condomínio, estima que, nos últimos cinco verões, a procura pelo serviço tenha crescido 60%. “Os pais ficam tranquilos, porque a criança está em casa, mas vendo um novo universo e sem o videogame.”


Síndico de um condomínio com 256 apartamentos na Lapa, zona oeste, o comerciante Douglas Costa, de 30 anos, apresentou a proposta de contratar uma empresa para fazer do local uma colônia de férias, mas a adesão foi baixa. Mesmo assim, as crianças não vão ficar sem diversão: os próprios moradores vão desenvolver as atividades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Por: Paulo Melo

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