Aplicativo gera venda em condomínio

Pequenos empreendedores devem ficar atentos às mídias sociais

Barbara Vasconcelos vende parte da sua produção no condomínio
Foto: Guga Mattos.
As redes sociais estão gerando novos negócios e aproximando quem praticamente não se vê como é o caso dos moradores de um grande condomínio na Zona Sul do Grande Recife que criaram um grupo no WhatsApp batizado de “OLX”, se referindo ao site de vendas. “As pessoas hoje querem comodidade. Não temos custo com o transporte, o que é bom. E a encomenda chega na porta de casa sem entrar estranhos na área do condomínio”, explica a comerciante autônoma Barbara Vasconcelos, uma das idealizadoras da iniciativa.

Barbara vende sobremesas em potinho e biscoitos em pequenas porções. Sem revelar números exatos, ela diz que 70% das suas vendas hoje são dentro do local de moradia. Atualmente, o grupo tem 87 pessoas e podem ser comprados bolos, sobremesas, picolés, artesanato, além de contratar serviços de depilação, cabeleireiro, fotografia, artigos para festa e decoradores. São 87 usuários e cerca de 10 vendem algum produto ou serviço.

Também idealizadora do grupo, a comerciante autônoma Navimar Muniz diz que a ideia do grupo surgiu com a grande quantidade de pessoas que circulam pelo condomínio. Ela faz bolos e atualmente cerca de 30% da sua produção é comprada pelos vizinhos. Localizado em Candeias, o condomínio inclui 12 blocos de prédios, totalizando 384 apartamentos.

“Acho interessante essa iniciativa porque cria uma interação dentro do condomínio. É um grupo fechado só para os moradores e focado na prestação dos serviços”, diz o síndico do condomínio, Jair Braga. Ele diz que faz questão de fazer parte do grupo para acompanhar o que acontece. “Ainda no grupo, muitos pedem indicação de prestadores de serviços, como eletricista, encanador, um profissional que conserte a máquina de lavar etc”, acrescenta. Ele estima que cerca de 1,5 mil pessoas morem no local.

REDES SOCIAIS

“Estar na web é um caminho sem volta. As redes sociais permitem a comunicação de forma mais fácil, rápida e com comodidade. É um meio de alavancar as vendas”, explica a analista do Sebrae-PE Conceição Moraes. Segundo ela, o WhatsApp está sendo usado por farmácia – para receber receitas de clientes – e pizzaria que aceita pedidos de delivery usando o aplicativo.

Ela aconselha aos empreendedores – incluindo os pequenos – prestarem atenção para perceber qual a mídia social mais eficiente no seu tipo de negócio. “O Facebook está sendo mais usado pelos mais maduros e adultos, enquanto o Instagram é utilizado por jovens e adolescentes”, conta.

Conceição também diz que há muitas oportunidades nas mídias sociais. Ela chama a atenção que o Sebrae-PE oferece oficinas e workshops na área de redes sociais e pode subsidiar em até 70% profissionais que estejam interessados em melhorar a sua performance na internet.

Fonte: JC ONLINE.
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Por: Paulo Melo

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