Conheça os condomínios mais caros de Salvador e o que oferecem

Entre os prédios com as taxas mensais mais caras, oito estão localizados na Vitória


Rarene diz que, no Carlos Costa Pinto, na varanda de cada apartamento há uma piscina (Foto: Evandro Veiga)
Quanto vale o preço da exclusividade? Em Salvador, quando o assunto é moradia, há quem pague até R$ 8,5 mil reais mensais de taxa condominial para garantir vantagens que vão muito além das quadras, piscinas e churrasqueiras. Os condomínios mais caros da cidade chegam a oferecer salas de cinema, saunas, spas e até mesmo píer privativo com acesso via teleférico e estacionamento para lanchas, em plena Baía de Todos os Santos. 

Entre os dez condomínios mais caros de Salvador, oito estão localizados no Corredor da Vitória. A área nobre é uma das mais cobiçadas da cidade e berço da tendência de empreendimentos com acesso ao mar, que começou com a Mansão Carlos Costa Pinto, em 1987. De acordo com Rarene Pacheco, diretora da imobiliária especializada em imóveis de alto padrão Josinha Pacheco, o prédio que conta com apenas uma unidade por andar e uma piscina por apartamento cobra a taxa de condomínio mais cara de Salvador. 

A taxa de condomínio é um custo mensal destinado à manutenção das áreas comuns do prédio. Por isso, a matemática é simples. Quanto mais o condomínio lhe oferece, mais caro passa a ser o valor cobrado. É justamente isso que especialistas destacam: empreendimentos residenciais de alto padrão contam com esse fator extra na balança. 

Exclusividade
“Um dos fortes desse tipo de empreendimento é exclusividade, prédios com poucas unidades, às vezes apenas um por andar. Como o número de apartamentos para ratear a manutenção é pequeno, deixa o custo mais caro”, aponta Alan Pinto, corretor da imobiliária Brito & Amoedo.

Um ponto fundamental que costuma encarecer a taxa de condomínio de alguns prédios de alto padrão é a idade da construção, quanto mais antigo o prédio, mais alto o custo de manutenção. Contudo, empreendimentos mais modernos, a exemplo do Mansão Professor José Silveira, oferecem áreas comuns com conforto similar por uma taxa mais barata. “O José Silveira tem condomínio de R$ 3 mil por mês, com um apartamento por andar, mas, pela modernidade, ele traz vantagens do ponto de vista tecnológico que diminuem o custo de manutenção”, afirma Rarene. 

A posição do apartamento também pode influenciar. Moradores da cobertura, por exemplo, pagam mais. “A cobertura na maior parte das vezes é duplex, por isso é mais cara. No caso do Morro das Margaridas, no Rio Vermelho, que é um prédio antigo, a cobertura duplex tem uma taxa condominial de R$ 8,5 mil”. 

Além de todos os equipamentos de lazer e utilidade nas áreas comuns, um outro aspecto que os empreendimentos de alto padrão costumam prezar é a segurança e privacidade dos moradores. O acesso de visitantes aos prédios é altamente restrito. Em alguns prédios, a liberação do uso da área comum por visitantes deve ser solicitada à administração em documento por escrito .

Pra quem considera que as cifras investidas em condomínios de alto padrão são exageradas, as imobiliárias explicam que há um público que não se preocupa em pagar pelas comodidades. “O público soteropolitano é como a Torre Eiffel. As classes de renda baixa e média estão representadas na parte de baixo da torre e tem mais espaço, mas existe uma classe alta que, mesmo sendo menor, existe e consome. Esse cliente avalia bem antes de investir, mas não economiza no investimento”, explica Alan Pinto, acrescentando que, quem paga caro, quer usufruir das vantagens que o empreendimento tem.

As regalias oferecidas
Para justificar os altos preços de condomínios, os empreendimentos focados no alto padrão buscam oferecer diversos equipamentos de conforto e soluções para o dia a dia dos moradores. A lista de diferenciais de cada prédio é extensa.
No Edifício Morada dos Cardeais, que carrega o nome por ter sido construído atrás do casarão que abrigou os “príncipes da igreja católica”, e hoje integra o complexo do condomínio, tem até uma capela própria em suas dependências. Já no Mansão Victory Side, além do acesso ao mar, os moradores contam com cinema, biblioteca, píer privativo e academia.

Na Mansão Professor José Silveira, um dos principais atrativos é o píer privativo, que, além do atracadouro de jet skis e lanchas, conta ainda com uma piscina com borda infinita, que proporciona aos frequentadores uma vista panorâmica da Baía de Todos os Santos. Já o Mansão Phileto Sobrinho oferece aos condôminos a estrutura de sauna e academia assinada pela Reebok Fitness Equipment Store.

Ainda na Vitória, o Mansão Eleonor Calmon conta com acesso ao mar através de bi rail, modelo de transporte mais moderno que o teleférico. Mas não é só o Corredor da Vitória que abriga os condomínios luxuosos da cidade. No Terrazzo Imperiale, no Horto Florestal, além dos acessórios tradicionais em áreas comuns, ainda possui um box de lavagem de automóveis à disposição dos moradores e um bosque com trilha ecológica, privativo.

Os condomínios mais caros:

Mansão Carlos Costa Pinto (Vitória) - Piscina individual em cada unidade, acesso ao mar: R$ 6 mil

Mansão Professor Pedro Calmon (Ondina) - Piscinas, saunas, academia. De R$ 4 mil a R$ 8 mil (cobertura)

Mansão Victory Side (Vitória) - Possui cinema, biblioteca, píer privativo e academia: R$ 3,9 mil

Porto Victoria Píer (Vitória) - privativo, piscinas e academia: R$ 3,9 mil

Morada dos Cardeais (Vitória) - Capela, píer privativo, spa, sala de massagem e academia: R$ 3,5 mil

Mansão Phileto Sobrinho (Vitória) - Piscina aquecida com deck privativo e píer: R$ 3,4 mil

Terrazzo Imperiale (Horto Florestal) - Piscina com deck, sauna e bosque com trilha privativa: R$ 3,4 mil

Morro das Margaridas (Rio Vermelho) - Tem piscina, área verde e quadra: de R$ 3 mil a R$ 5.180 (cobertura)

Mansão Prof. José Silveira (Vitória) - Possui píer, duas piscinas e academia: R$ 3 mil
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Por: Paulo Melo

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